FALANDO DE SENTIMENTOS – CULPA

CULPA

Por Beatriz Breves

O Eu entre sombras, se faz promotor.
O Eu entre Eus, se faz júri.
O Eu entre austeros, se faz juiz.
E, sem defesa, a condenação é certa.
O promotor acusa, o júri condena e o juiz profere a sentença:
_ O Eu foi condenado ao sentimento de culpa até que consiga se perdoar.

De fato, podemos entender a culpa como um sentimento que, deixando a pessoa indefesa diante de si mesma, a encarcera nos porões de sua própria prisão. A culpa como uma tortura, atormenta e gera dor.

O que muitas vezes fica difícil de perceber é que a chave da porta de saída para a libertação do autoflagelo da culpa está na capacidade de se reconhecer humano e, como tal, através de uma reparação interna, se dar a chance de receber o perdão. Até porque de nada adianta o outro nos perdoar se nós mesmos não nos perdoamos.

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