ACOMODAÇÃO, CONFORMISMO, RESIGNAÇÃO E ACEITAÇÃO

ACOMODAÇÃO, CONFORMISMO, RESIGNAÇÃO E ACEITAÇÃO

Por Beatriz Breves

Quatro sentimentos que, apesar de próximos, são vivenciados diferentemente.

O sentimento de acomodação vai se moldando, pouco a pouco, a situação. Dia a dia, seja por fazer dupla com o medo ou com a preguiça, ele, semelhante ao concreto, vai enrijecendo a pessoa em seu movimento na vida.

O de conformismo, fazendo dupla com o de impotência, suga o sentimento de força da pessoa, transformando a sua vida em um eterno marasmo, levando-a desenvolver uma aridez interna no qual, nem mesmo o desespero encontra espaço para gritar.

Em contrapartida, o sentimento de resignação, como o próprio nome revela, resigna a pessoa àquela situação. Entretanto, diferente do sentimento de acomodação ou de conformismo, com uma compreensão mais ampla de si, a pessoa reconhece a situação em que vive e, de forma temporária ou definitiva, resigna-se frente a ela.

Já o de aceitação funciona como um fertilizante que se mistura à irrigação dos demais sentimentos. E não importa se são considerados prazerosos ou não como, por exemplo, amor, carinho, etc. ou ódio, inveja, etc., sentir aceitação é necessário para que um sentimento possa germinar e se desenvolver, caso contrário nenhum deles encontraria terreno emocional fértil para crescer.

Assim, quando o sentimento de acomodação, conformismo ou resignação permanece ecoando na gente, sempre é interessante pensar o quanto está sendo irrigado com o de aceitação. Afinal, só pode crescer aquilo que aceitamos, portanto, alimentamos na gente.

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