A MALDADE HUMANA IV – ESPECIAL DE JUNHO

Por Beatriz Breves e Virginia Sampaio

OS PERIGOS DE UMA REDE SOCIAL (1)

“A rede social possibilita que a realidade psíquica de um interaja com a realidade psíquica do outro sem que passe pela realidade objetiva, sem que necessariamente aquilo tenha fundamento no mundo exterior. Até mesmo as pessoas podem ser personagens criados. Uma mesma pessoa pode criar vários nomes e promover verdadeiros diálogos com ela mesma como se fosse um grupo. A trollagem consegue atingir sua finalidade justamente porque age diretamente sobre a realidade psíquica das pessoas, impondo sentimentos, versões, acontecimentos que não têm fundamento na realidade externa e objetiva.
(…)
Se pensarmos em uma criança, um ser ainda em plena formação de sua estrutura psíquica, não fica difícil imaginar o perigo de uma situação desta. Tal qual no caso de um adolescente: por estar em plena travessia entre deixar de ser criança e se tornar adulto, encontra-se extremamente frágil em um psicossoma que sofre grandes transformações fisiológicas e no referencial de si mesmo – por vezes, se sente criança, mas se vê adulto, e por outras, se sente adulto, mas se vê criança, etc.
(…)
Dessa forma, por não possuir uma imagem deles mesmos formada em sua realidade psíquica para confrontar com a que está sendo imposta pelas pessoas da rede, a exemplo da ponte que sofre ruptura, uma criança ou um adolescente tem sua estrutura psíquica, de fato, bastante vulnerável para sofrer o efeito devastador que tal ressonância pode causar.
(…)
A função de espelho é uma das principais para irmos formando a nossa identidade. O outro é um espelho para nós. Não fica difícil imaginar como uma criança e um adolescente se sentiriam sendo enxovalhados na rede. Sim, isso pode, pelo efeito vibracional da ressonância psíquica, levá-los até mesmo ao suicídio.”

Referencia Bibliográfica
(1) Trecho do Capítulo Perplexidade – Livro a Maldade Humana – Como Detonar uma Pessoa no Facebook pg. 30,33 e 34
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