QUANTO VALE A VIDA?

Em nosso dia a dia, temos vivido a vibração do terror. Em minha cidade, Rio de Janeiro, nesta última semana, os jornais noticiaram três pessoas assassinadas: uma, por bandidos, após reagir a um assalto; e duas, por policiais, apenas por estarem em sua comunidade enquanto a policia realizava uma batida. Não fosse pouco, também noticiaram dezenas de mortes com o abate de um avião civil na Ucrânia, sem falar nas notícias diárias sobre a guerra na faixa de Gaza.

É fato que o valor atribuído à vida tem sido muito baixo, por vezes nenhum, tanto em níveis próximos, o nosso dia a dia, quanto em níveis mais distantes, os internacionais. São pessoas vivendo barbáries, animais jogados à própria sorte, vegetação sendo destruída e etc. Logo a vida, o que a natureza levou bilhões de anos para realizar, ao longo dos anos, vem sendo esfacelada.

Em grupo, os seres humanos se constituem como uma estrutura complexa de um campo vibratório macromicro – uno, inteiro e indivisível, no qual as pessoas se materializam como um ponto de tensão que, através da interação vibracional, formam a rede grupal em níveis de micro ou de macro grupos. Rede esta que “tem em suas conexões uma trajetória própria e variável, que vibra sobre cada ser, tornando-se capaz de interferir, através da ressonância, no indivíduo” (1). O que nos leva a concluir que cada ser vibra, interage e influencia o todo, tal qual o todo vibra, interage e influencia cada ser.

E, sendo assim, é importante que cada pessoa tenha consciência de que, em maior ou menor escala, cada um de nós, sendo um complexo macromicro vibratório, inevitavelmente é responsável pelo que está acontecendo, não somente em sua volta, mas, também, em sua cidade, em seu país e em seu planeta.

Por fim, não podemos esquecer que “o bem mais precioso que se tem é a vida!” (2), pois sem ela nós simplesmente não existiríamos.

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(1) Breves, B. O Homem Além do Homem. pg. 73. RJ: Mauad. 2001.
(2). Ramos, Maria Pontes, in: Breves, B. O Homem Além do Homem. pg. 5. RJ: Mauad. 2001.

Esta entrada foi publicada em Ciência do Sentir on-line por Beatriz Breves. Adicione o link permanente aos seus favoritos.