Falando de Sentimentos – O Medo (Ciência do Sentir on line)

Muitas vezes, diante de uma ameaça, a pessoa sente medo e, pior, fica apavorada. É comum, nessas circunstâncias, suar frio, ter o coração disparado, sentir mal-estar, tontura e etc., enfim, sentir um nível de ansiedade que geralmente provoca muito sofrimento.

Mas, se observarmos, o que provoca tão intenso sofrimento não é o medo em si daquilo que ameaça, mas o medo que se sente do medo.

Sim, muito pior do que o medo daquilo que nos ameaça é o medo que experimentamos do medo que sentimos daquilo que nos ameaça, uma vez que, na tentativa de paralisar o medo, não permitimos que o mesmo funcione como um sistema protetor e, desta forma, abre-se espaço para a impotência, paralisia e destrutividade.

Até porque é importante compreender que o medo por si só é um sentimento protetor que funciona como um guardião da segurança pessoal. Aquele que sente medo se protege, aquele que não sente medo se expõe a riscos pois, geralmente, de forma onipotente, enfrenta a ameaça de forma reativa. E isso pode ser muito perigoso.

Então, quando estiver sentindo aquele friozinho na barriga, mantenha a calma, procure se escutar, faça uma ponderação dos riscos para que, apesar do medo, possa continuar em frente sem se deixar paralisar pela possibilidade do medo de estar com medo.

Afinal, o corajoso não é aquele que não sente medo, mas sim aquele que dentro dos limites de sua capacidade, mesmo sentindo medo, é capaz de enfrentar a situação que o ameaça.

Beatriz Breves

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