EU CHORO SIM!

De um modo geral, em nível de sentimentos, a fraqueza e a fragilidade são compreendidas como sinônimos. Um exemplo recente, na copa do Mundo, quando muitos consideraram uma demonstração de fraqueza alguns jogadores da seleção Brasileira chorarem antes da decisão por pênaltis contra o Chile. Consequência: SOS chama a psicóloga, pois aqueles jogadores não estavam suportando a pressão, não estavam bem emocionalmente.

Curioso observar que se uma pessoa expressa seus sentimentos agressivos, em geral, ela é considerada uma pessoa forte. Ao contrário, se uma pessoa expressa seus sentimentos amorosos, em geral, ela é considerada uma pessoa fraca. Chorar, nem pensar. Ao Homem, o “sexo forte” não é permitido chorar! A Mulher, o “sexo frágil”, a esta sim, é permitido chorar.

Porém, fragilidade nada tem a ver com fraqueza. A vida é frágil, mas não é fraca.

Na concepção da ciência do Sentir, o sensível é frágil e forte, o insensível é grosseiro e fraco. E as pessoas se tornam fortes, seja homem ou mulher, quando apreendem seus sentimentos, ou seja, quando se permitem sentir na expressão liberta da qualidade do que são e experimentam.

E, sendo assim, é importante chorar, triste aquele homem ou mulher que não chora.

E eu? Eu choro sim!

Esta entrada foi publicada em Ciência do Sentir on-line por Beatriz Breves. Adicione o link permanente aos seus favoritos.