ELEIÇÃO: DEIXAR DE SER VÍTMA PARA SE TORNAR RESPONSÁVEL

Hoje é um dia muito especial, pois obrigatoriamente as pessoas assumem a responsabilidade sobre si e a sociedade.

No dia-a-dia é comum ouvir que não adianta fazer nada, pois sozinho não é possível acabar com a corrupção. Esta fala é de alguém que se sente como uma vítima diante de um culpado. E, mais, uma fala que para muitos justifica uma atitude antiética: “um roubinho a mais um roubinho a menos…”. E, ainda, uma fala que tem atrasado, e muito, a nossa expansão enquanto ser individual e social.

Conforme já publiquei: “se somos um complexo macromicro vibratório; se somos a parte e o todo; se nos relacionamos pelo princípio da interação e ressonância; então, somos um ser que pode interferir no processo de mudança de um grupo; tal qual um grupo pode interferir no processo de mudança de um ser” (1).

É importante o conhecimento de que juntos vibramos um complexo macromicro social e que cada um, mesmo individualmente, tem importância impar na interferência do todo. Como uma analogia, podemos pensar na interferência desastrosa que mesmo apenas um violino, se estiver desafinado, poder fazer em uma orquestra.

Estando impregnada em nossa cultura a concepção de que somos pecadores, as nossas posições inevitavelmente vibram na frequência do culpado para a vítima. Já é tempo de modificar essa posição e migrar para a posição da responsabilidade. E para isto o ato de votar é muito importante.

No entanto, além do ato de votar, é preciso ter consciência de que não se trata apenas de ir até a uma urna e digitar alguns números. É preciso ter consciência de que aqueles números digitados representam pessoas que vão representar a cada um de nós nas diretrizes de nosso Estado. É preciso saber quem é e, também, acompanhar o trabalho de cada uma durante o mandato para verificar se está representando bem o voto conquistado.

Mas não somente isso. É preciso também acompanhar a si mesmo, avaliando cada atitude sua realizada, se é ou não condizente com uma vida baseada em uma ética social, pois, antes de cobrar do outro, é preciso cobrar de si mesmo.

Referencias

(1) Bisker, J. e Breves, B. No Risco da Violência. Reflexões Psicológicas sobre a Agressividade. pg.83. RJ: Mauad X. 2006.

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