A MALDADE HUMANA II – CIENCIA DO SENTIR ON LINE ESPECIAL DE JUNHO 8/06/14

A MALDADE HUMANA II
Por Beatriz Breves e Virginia Sampaio

O COLISEU DO SÉCULO XXI (1)

“‘– Sem coração.’
‘– Lúcifer!’
‘– Tem que ser denunciada no conselho de psicologia.’
‘– Desequilibrada.’

Parecia que uma postagem alimentava a outra. As pessoas não paravam de trucidar a personagem da ex-síndica. E na sutileza daquelas escritas, percebia-se certo prazer naquelas pessoas por estarem participando daquele massacre. Era o ódio pelo prazer de odiar que mobilizava as pessoas.

Essa é uma versão moderna do Coliseu, na Roma Antiga. Como que viajando no tempo, pudemos chegar até a arena do Coliseu, onde em ‘apenas oito anos depois do início das obras, em 80 d.C., as festas e jogos duraram cem dias, durante os quais morreram 9 mil animais e 2 mil gladiadores’ (2). Tal qual o povo que ia assistir e aplaudir animais e homens morrendo na arena, nesta versão Coliseu século XXI as pessoas vão assistir, aplaudir e participar de falatórios na rede social, que podem culminar em morte. Semelhança encontrada inclusive no polegar levantado para quem curte esse infeliz e trágico cenário, tal qual ocorria na Roma Antiga.

Essa semelhança nos remeteu à Ciência do Sentir, que afirma que ‘o sentir é o elemento universal do ser humano. Desde que o homem se conhece como homem, ele sente, o que pode variar é a expressão do sentir. O sentir ultrapassa os tempos, as culturas, as raças, as religiões, etc.’ (3).

Sente-se hoje tal qual se sentia na Roma Antiga; o que está variando é a forma de expressão do sentir.

Pela via do odiar pelo odiar e da trollagem, as pessoas, convidadas a compartilhar, ‘comovendo-se’ com aquela história, ampliaram as postagens e os compartilhamentos, mas sem praticamente dialogarem entre si, realizando no Facebook não um diálogo, mas um monólogo coletivo, com postagens dissociadas umas das outras. E foi assim que a grande maioria das pessoas ajudou a distribuir o convite para o espetáculo que aconteceu na arena da rede social, onde cada uma delas, além de espectadora, também representou a personagem de um ser feroz e sedento, disposto a estraçalhar e devorar a ex-síndica, transformando-se em haters, como demonstra as postagens a seguir.”

(1) Trecho do Livro a Maldade Humana – pg. 24 e 25.
(2) http://www.sohistoria.com.br/ef2/roma/p7.php
(3) Breves, Beatriz. Macromicro – A Ciência do Sentir, p. 95-6.

Referencia Bibliográfica

Breves, Beatriz e Sampaio, Virginia. A Maldade Humana – Como Detonar uma Pessoa no Facebook – Baseado em uma História Real. p. 24-25. RJ:Mauad X.2014.

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